O trabalho de Tite no Botafogo atingiu um nível crítico de instabilidade. Em apenas seis partidas sob seu comando, a equipe carioca foi vazada 10 vezes, acumulando um retrospecto alarmante de cinco derrotas e apenas um empate. O cenário de crise se intensificou após o revés por 2 a 1 para o Remo, na última segunda-feira (28), um resultado ainda mais amargo por ter sido diante do penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro.
Pressão interna e mobilização da torcida
A sequência negativa acendeu o sinal de alerta em General Severiano. A insatisfação, que antes era restrita às arquibancadas e redes sociais, agora ecoa nos corredores do clube. Segundo informações do jornalista Cosme Rímoli, do R7, setores da diretoria do Botafogo já demonstram descontentamento com o desempenho apresentado e avaliam a interrupção do trabalho ainda nesta temporada. Apesar do clima hostil, o clube não emitiu comunicados oficiais sobre uma possível rescisão contratual, e o treinador mantém o foco no objetivo de classificar a equipe para a Libertadores de 2027.
A análise do treinador sobre o revés
Logo após o apito final, o técnico utilizou a entrevista coletiva para explicar a fragilidade defensiva e o desequilíbrio emocional do elenco. Para o comandante, o planejamento tático foi prejudicado pela desatenção inicial:
“O jogo foi condicionado, principalmente, por sofremos o gol cedo no primeiro tempo. A gente buscou e estabeleceu volume, mas sair atrás traz uma pressão muito forte. Aconteceu no segundo tempo também. Mesmo fazendo o gol, nós não tivemos a força para buscar o empate”
Desgaste físico e falta de eficiência
Além da falha no sistema defensivo, o treinador rebateu críticas sobre o preparo físico do plantel. Ele negou que o time esteja sofrendo com exaustão, mas admitiu que a falta de resultados positivos impacta diretamente na confiança e na qualidade das finalizações dos jogadores:
“Esgotamento, não. O que acontece é que, de um jogo para outro, naturalmente, um atleta vai ter um declínio físico. Aí surge a possibilidade de entrar e acelerar o jogo, como foi o caso do Toledo, do Paulinho e do Edenilson. Quando o resultado não vem, isso afeta a confiança e, daqui a pouco, o lance mais refinado, a capacidade de finalização e a entrada no lado oposto acabam se perdendo. Então, mesmo tendo volume de jogo, não conseguimos traduzir isso em gols e virar o jogo”
Rádio Cidade Livre FM – 88,7