O empresário Chiquinho Scarpa, de 75 anos, enfrentou um novo revés em uma disputa judicial decorrente de uma dívida de aproximadamente R$ 320 mil com a Clínica de Anestesiologia e Dor de São Paulo. A 40ª Vara Cível do Foro Central da capital paulista acatou o pedido da instituição e autorizou que três companhias ligadas ao conde passem a responder pelo débito, após a identificação de indícios de confusão patrimonial.
A origem da dívida milionária e os procedimentos H2: Internação prolongada gerou honorários cobrados na justiça
A obrigação financeira teve início após uma longa internação vivida por Chiquinho Scarpa em 2022, período em que permaneceu hospitalizado por cerca de sete meses e passou por dez procedimentos cirúrgicos. Os atendimentos realizados pela clínica resultaram em uma ação iniciada em 2023, culminando em uma condenação no ano de 2025 que exigia o pagamento de cerca de R$ 215 mil. Com a atualização dos valores e a ausência de quitação, o montante alcançou aproximadamente R$ 320 mil.
Tentativas frustradas de bloqueio de contas H2: Contas bancárias com saldo quase zerado motivam manobra jurídica
Nas tentativas anteriores de satisfazer a cobrança, a clínica encontrou dificuldades para localizar recursos financeiros em nome do empresário, chegando a achar apenas R$ 33,98 em uma das contas bancárias vasculhadas. Diante da falta de liquidez nas contas pessoais, a instituição médica voltou os olhos para a estrutura societária e para uma mansão luxuosa situada no Jardim América, avaliada em R$ 120 milhões e registrada em nome de uma das empresas da família.
Argumentos da defesa e a decisão judicial H2: Desconsideração inversa da personalidade jurídica é aplicada pelo magistrado
Em manifestação enviada à Justiça em 18 de setembro, a defesa argumentou que as companhias Organizações Scarpa Administração Empreendimentos e Participações Ltda., Franscar Participações e Comércio Ltda. e Apracs Participações Empreendimentos e Comércio Ltda. foram criadas décadas antes do débito, assim como a aquisição da mansão em 1963. O empresário também apontou que o imóvel estava anunciado por R$ 63 milhões e sugeriu alternativas como a penhora de cotas sociais.
Apesar dos argumentos, o juiz Fernando José Cúnico aplicou a desconsideração inversa da personalidade jurídica no último dia 15 de outubro. A medida amplia as possibilidades de recuperação do dinheiro pela clínica, permitindo futuras solicitações de bloqueio de valores e penhora de bens das três sociedades envolvidas, elevando a pressão para a resolução do caso.
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