Apesar de representar um dos maiores diferenciais competitivos de um negócio, a marca costuma ser ignorada nos balanços contábeis tradicionais, embora comprove relevância financeira em negociações, disputas judiciais e operações de crédito.
O método royalty relief Para mensurar esse patrimônio com precisão e menor margem de debate, os especialistas utilizam o conceito de royalty relief, calculando quanto a empresa economiza por não precisar pagar licenças pelo uso do próprio nome.
O cálculo em cinco etapas práticas O processo exige rigor técnico e divide-se em cinco fases distintas. Primeiramente, isola-se apenas a receita líquida gerada diretamente pelo intangível avaliado.
Busca por parâmetros de mercado Em seguida, define-se a taxa de royalty com base em contratos reais do mesmo setor obtidos em plataformas especializadas. A terceira etapa consiste em calcular a economia anual líquida de impostos, aplicando alíquotas como o IRPJ e a CSLL.
Projeção temporal e valor presente O quarto passo determina a vida útil do ativo, optando por um prazo definido ou perpetuidade. Por fim, traz-se todo o fluxo projetado a valor presente aplicando uma taxa de desconto superior aos títulos públicos devido aos riscos inerentes.
A importância do laudo técnico Contadores e empresários devem atentar-se aos erros comuns, como duplicar o valor da marca junto ao fluxo de caixa geral. Em cenários de garantias, transações tributárias ou aportes societários, dispor de um laudo fundamentado é indispensável para validar o patrimônio perante bancos, sócios e o fisco.
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