sexta-feira , 30 outubro 2026

Desemprego no Brasil cai para o menor nível em 14 anos

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho expressivo no terceiro trimestre de 2026, com a taxa de desemprego atingindo 5,2%. Esse é o patamar mais baixo para o período desde 2012, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Queda no número de desocupados

O índice atual representa uma redução de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em junho e um recuo de 0,4 ponto percentual na comparação anual. Atualmente, o país contabiliza 5,6 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade, o que representa uma diminuição de 4% em relação ao trimestre anterior e de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Recorde na população ocupada

O número de brasileiros ocupados alcançou a marca de 103,6 milhões, o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 2012. O crescimento foi de 0,6% no trimestre, absorvendo mais 581 mil trabalhadores.

Para o IBGE, é considerada ocupada a pessoa que trabalhou pelo menos uma hora completa na semana de referência em atividade remunerada, em ajuda a negócio familiar ou que estava temporariamente afastada de seu posto.

Destaques por setores

A construção civil foi um dos principais motores do mercado, com um aumento de 2,8% no número de trabalhadores, somando 210 mil novos postos. Além disso, o Brasil atingiu um novo recorde de empregadores, totalizando 4,5 milhões, enquanto o setor público atingiu 13,2 milhões de ocupados.

O ritmo de contratações, contudo, apresentou um comportamento mais cauteloso do que o esperado para o período de fim de ano. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, “Alguns tomadores de decisão podem ter esperado um pouco mais, e por isso o crescimento não aconteceu em todos os grupamentos de atividade. Ele foi mais contido”.

Estabilidade no emprego formal

O setor privado mantém o número de trabalhadores com carteira assinada em 39,4 milhões, o maior patamar da série histórica. Embora o volume seja expressivo, o indicador manteve-se estável na comparação com o trimestre anterior e com o mesmo período de 2025. Em contrapartida, o setor público registrou um avanço estatisticamente significativo no número de funcionários contratados sob o regime de carteira assinada.

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