A Vibra Energia prevê manter nos próximos anos margens superiores às observadas antes do conflito no Oriente Médio, independentemente do cenário, citando ganhos estruturais decorrentes do combate a fraudes no setor e do fortalecimento de sua posição comercial, disse o presidente, Ernesto Pousada, nesta quinta-feira (5).
Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra também avalia um novo ciclo de recompra de ações, após registrar forte redução de seu endividamento.
A companhia reportou na quarta-feira um lucro líquido ajustado de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, mais do que quatro vezes o resultado de um ano antes, apoiada em parte por vendas maiores e queda em despesas financeiras.
Já o Ebitda ajustado foi de R$ 4,3 bilhões no período, mais do que o dobro ante o desempenho de R$ 1,8 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2025.
Durante videoconferência com analistas após a divulgação dos resultados, Pousada afirmou que a empresa continuará focada em ampliar participação de mercado e sustentou que parte relevante da melhora de rentabilidade observada recentemente deve permanecer mesmo após uma normalização do mercado de combustíveis.
“Obviamente temos algumas limitações de disponibilidade de produtos para um crescimento mais agressivo, mas 2027 será sob a ótica de crescimento de volume, crescimento de ‘market share’ e uma expansão de margem”, afirmou.
“Nós vamos ver aí margens, talvez não nesse mesmo patamar que nós estamos hoje, mas bastante distantes do que nós vimos em 2025”, disse ele, pontuando que naquele ano as margens ficaram próximas de R$200 por metro cúbico.
A margem Ebitda ajustada da companhia somou R$ 427 por metro cúbico no terceiro trimestre, alta de 142% ante o mesmo período de 2025.
A companhia também sinalizou um início forte de quarto trimestre. Segundo o vice-presidente executivo Financeiro e Relação com Investidores, Mauricio Teixeira, as margens registradas em outubro e início de novembro permaneceram em níveis semelhantes aos observados em setembro, último mês do terceiro trimestre.
Recompras
Questionados sobre alocação de capital, os executivos sinalizaram que um novo ciclo de recompra de ações é uma possibilidade futura. “Está na mesa, sim, fazer recompra de ações”, disse Teixeira, ressaltando que a companhia ainda não possui um programa ativo e busca maior visibilidade antes de tomar uma decisão.
No terceiro trimestre, a Vibra reduziu a dívida líquida em R$ 1,7 bilhão, atingindo alavancagem de 1,0 vez.
O presidente da Vibra também comentou que é uma “prioridade absoluta” para a Vibra renovar o contrato da marca Petrobras. A companhia tem um acordo com a petroleira para usar a marca em seus postos até 2029, e negociações para uma eventual renovação ainda não estão em curso, disse o executivo.
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